Trata-se de um trabalho composto pelo sincretismo dos conceitos formais de criação da imagem digital, vídeo instalações registradas, matérias de tele jornais gravados, captações em vídeo de diferentes ocasiões, geração de imagem através de recursos não convencionais da computação, são todos estes, reorganizados, mesclados, fundidos, acumulados, visando a transmissão de uma realidade subjetiva, o que chamo de infiltração, condição de impregnação de uma personalidade e imaginário dentro de uma filosofia tecnológica e seus procedimentos, que são e desde sempre foram, tão distintamente estranhos ao homem.

O projeto aponta para as constantes e crescentes relações do sujeito, com as condições artificializantes das imagens digitais. Procura por meio da inserção de um “eu” na imagem do vídeo, uma discussão acerca da ainda distante, relação da imaginação do homem com a resposta da maquina. O projeto visa apontar muito mais problemas nessa condição de infusão, do que propriamente soluções para uma interação homem – maquina.